Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009

Quanto mais

 

Concluí pela cama atravessada na garganta, hoje que chove foge-me a memória
até onde quer que nasçam as romãs.
Não é necessário tocar-te,
apenas abrir a porta
deixar entrar os animais que a noite soltou desamparados e os restos,
o que sobra nos ossos entre as pedras, malsã daninha.
 
Agarro como a um livro a tua pele carcomida pelos bichinhos de prata,
saboreio-a com a língua morta e o que digo nem eu entendo, quanto mais.  
publicado por João Villalobos às 14:47

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1 comentário:
De Anónimo a 5 de Janeiro de 2009 às 22:53
Que bom te-lo de volta ao mundo literário.
Já tinha saudades dos seus poemas maravilhosos.
Gostei muito deste poema.

Abraço
Isabel

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