Sexta-feira, 29 de Maio de 2009

Tudo o que falta

 

Atravessas o tempo e respiro com o teu nome dentro.
Sempre, é conhecer-te desde o primeiro Maio.
É verdade que por vezes penso onde não estou,
no agridoce alargar de cada espera.
Hoje, para que saibas, foram quase minhas as tuas mãos.
 
Ouvia o murmurar de outras viagens sobre as nossas cabeças
e enquanto falavas estremecia para longe,
como as crianças fogem da casa onde são felizes
em destino aos castelos de mais ainda,
rumo a olhos com o vento dentro e vozes de caramelo.
 
Quando contornamos as horas com a cautela dos gatos,
uma voz silenciada infiltra as palavras desnecessárias.
Ei-la que murmura impossíveis noites e manhãs de sono,
uma dança em pleno dia ou serem de cada um as nossas mãos.
Uma voz que esvoaça e diz: É tão pouco, afinal, tudo o que falta.
 
 
 
publicado por João Villalobos às 10:31

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3 comentários:
De Menina Marota a 29 de Maio de 2009 às 11:04
[...]"Quando contornamos as horas com a cautela dos gatos,
uma voz silenciada infiltra as palavras desnecessárias.[..]


Gostava de ter sido eu a escrever estas palavras... porque me dizem tanto.

Nada falta ao poema para partilhar sensibilidade... Gostei.
De Maria Manel a 11 de Julho de 2009 às 21:28
Como vê, aqui estou...
É bom saber que é senhor desta faceta.

‘chama-se poesia tudo aquilo que fecha a porta aos imbecis
A poesia tem uma porta hermeticamente fechada para os imbecis, aberta de par em par para os inocentes. Não é uma porta fechada com chave ou ferrolho, mas a sua estrutura é tal que, por mais esforço que façam os imbecis, não conseguem abri-la, enquanto cede à simples presença dos inocentes. Não há nada mais oposto à imbecilidade que a inocência.[...] ‘
[Aldo Pellegrini ]

Mané G.
Inté. Vou e volto! Vou trabalhariii...



De tn a 30 de Julho de 2009 às 14:09
Só é pena que vão faltando mais poemas...

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