Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009

Quando partes

 

Qual o maior de todos os segredos,
o modo invisível de viver-te?
Há no meio da cidade um jardim e estátuas decapitadas.  
Aí os abraços partilham a lucidez do tempo, alongam-se
nas sombras impossíveis do meio-dia.
 
Quando não falo, sabes o que quero dizer-te. Sempre
as mãos em fogo,
longas e vorazes,
exactas e vivas.
 
Há dias sem ar e outros em que te respiro. São os mesmos.
De casa em casa, transporto a tua ausência em caixotes vazios.
É o mais misterioso dos mistérios, este que apenas pressinto
na íntima indiferença das estátuas sem cabeça,
nos seus impávidos olhos abertos .
Que sinto em ti, quando partes, ainda ofegante de silêncio.
publicado por João Villalobos às 11:56

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1 comentário:
De Once a 20 de Janeiro de 2009 às 12:19
"Há dias sem ar e outros em que te respiro. São os mesmos. " .. precisamente os mesmos.
:)

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