Quinta-feira, 3 de Junho de 2010

Naquele tempo

Naquele tempo o Sol não fazia arder os olhos e as noites

 

eram como dias,

 

apenas envoltos em mantas para que nunca terminassem.

 

No cemitérios dos automóveis estendia-me no chão

 

e as estrelas fingiam tão bem a sua luz que sugeriam palavras

 

como “Sempre”.

 

Naquele tempo havia mais paredes em ruínas e no entanto

 

qualquer tecto era uma casa.

 

 

publicado por João Villalobos às 14:50

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2 comentários:
De maria carvalhosa a 18 de Abril de 2011 às 01:00
Naquele tempo
passava os dias a ler o que escrevias.
Deixava-me extasiar
com o teu verbo fluente,
a simplicidade da tua arquitectura poética,
os múltiplos e profundos sentimentos
que em mim fazias despertar.

Naquele tempo
acreditava que HOJE podia ser SEMPRE
e que nós tínhamos vindo para ficar.

Era assim naquele tempo...



De io a 6 de Junho de 2012 às 19:30
Lindo,,muito llindo!!!

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