Quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

A mágoa

Minha mágoa envelhece devagar

A morte vem mais longe do que parece

e as feridas nunca param de sangrar

nessa profunda noite que arrefece

 

Um vento triste tenta esvaziar

a dor tranquila que me endoidece

pensando na incerteza de encontrar

um grito que do medo transparece

 

Quando a solidão áspera fica espuma

se a pequenez do total se apercebe

esvaio-me exangue, em luz pura, em suma

 

Sei que sobra o que nunca se concebe

sou a sombra fugaz de coisa nenhuma

que do amargor apenas desgosto recebe

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publicado por Luís Naves às 16:07

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1 comentário:
De fgm a 27 de Novembro de 2009 às 14:54
a revolução começou

www.terrasonora-nunoviana.blogspot.com

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