Domingo, 1 de Novembro de 2009

O amor não é nada disso

No começo, foi mágico feitiço

Eu fiquei deslumbrado e comovido

com teu sereno sorriso distante

 

Já caía o entardecer mortiço,

e no meio do tumulto incontido

o acaso convergiu num só instante

 

Vi primeiro o teu vulto no passadiço

entre a multidão e o intenso colorido.

Foi a visão breve da perfeição inconstante

 

Mas tive medo, pensei em compromisso

sorte assim deve ser de alguém iludido

tanta alegria à solta assusta o hesitante

 

Rodeado de imenso, fui omisso

o céu em brasa parecia ter ardido

e havia silêncio no ruído dominante

 

O esplendor ficara hirto e movediço

e escondi-me num amargor sofrido

na desistência do dia sufocante

 

Agora sei que o amor não é nada disso

que no crepúsculo há o caminho ferido

de quem ama de menos para teu amante

 

 

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publicado por Luís Naves às 16:34

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